quinta-feira, 28 de maio de 2009

PIADA: Degustação de vinho em Minas

- Hummm...

- Hummm...

- Eca!!!

- Eca?! Quem falou Eca?
- Fui eu, sô! O senhor num acha que esse vinho tá com um gostim estranho?
- Que é isso?! Ele lembra frutas secas adamascadas, com leve toque de trufas brancas, revelando um retrogosto persistente, mas sutil, que enevoa as papilas de lembranças tropicais atávicas...
- Putaquepariu sô! E o senhor cheirou isso tudo aí no copo?!
- Claro! Sou um enólogo laureado. E o senhor?
- Cebesta, eu não! Sou isso não senhor!! Mas que isso aqui tá me cheirando iguarzinho à minha egüinha Gertrudes depois da chuva, lá isso tá!
- Ai, que heresia! Valei-me São Mouton Rothschild!
- O senhor me desculpe, mas eu vi o senhor sacudindo o copo e enfiando o narigão lá dentro. O senhor tá gripado, é?
- Não, meu amigo, são técnicas internacionais de degustação entende? Caso queira, posso ser seu mestre na arte enológica. O senhor aprenderá como segurar a garrafa, sacar a rolha, escolher a taça, deitar o vinho e, então...
- E intão moiá o biscoito, né? Tô fora, seu frutinha adamascada!
- O querido não entendeu. O que eu quero é introduzi-lo no...
- Mais num vai introduzi mais é nunca! Desafasta, coisa ruim!
- Calma! O senhor precisa conhecer nosso grupo de degustação. Hoje, por exemplo, vamos apreciar uns franceses jovens...
- Hã-hã... Eu sabia que tinha francês nessa história lazarenta...
- O senhor poderia começar com um Beaujolais!
- Num beijo lê, nem beijo lá! Eu sô é home, safardana!
- Então, que tal um mais encorpado?
- Óia lá, ocê tá brincano com fogo...
- Ou, então, um suave fresco!
- Seu moço, tome tento, que a minha mão já tá coçando de vontade de meter um tapa na sua cara desavergonhada!
- Já sei: iniciemos com um brut, curto e duro. O senhor vai gostar!
- Num vô não, fio de um cão! Mas num vô, memo! Num é questão de tamanho e firmeza, não, seu fióte de brabuleta. Meu negócio é outro, qui inté rima com brabuleta...
- Então, vejamos, que tal um aveludado e escorregadio?
- E que tal a mão no pédovido, hein, seu fióte de Belzebu?
- Pra que esse nervosismo todo? Já sei, o senhor prefere um duro e macio, acertei?
- Eu é qui vô acertá um tapão nas suas venta, cão sarnento! Engulidô de rôia!
- Mole e redondo, com bouquet forte?
- Agora, ocê pulô o corguim! E é um... e é dois.. e é treis! Num corre, não, fiodaputa! Vorta aqui que eu te arrebento!...

Luiz Fernando Veríssimo

Enviado por: Tio Teco, GYN

terça-feira, 5 de maio de 2009

PIADA: Galo Gaudêncio

Um fazendeiro tinha um galinheiro com 180 galinhas e estava procurando um bom galo para reproduzir.

Um dia, ele vai a uma agropecuária e diz para o vendedor:
- Procuro um bom galo capaz de cobrir as minhas 180 galinhas.

O vendedor puxa uma gaiola com um galo enorme, musculoso,com a crista de pé, de topete, olhos azuis e uma tatuagem dos Rolling Stones no peito, e diz:

- Leva esse aqui, o Alberto. Ele não falha.

O fazendeiro leva o galo e, no dia seguinte, pela manhã, solta o galo no galinheiro.
O galo sai correndo, pega a primeira galinha, e dá duas sem tirar.
Pega a segunda, dá a primeira, e quando está já na segunda...cai frito.

O fazendeiro volta na loja e grita:
- Este galo puto comeu duas galinhas e capotou.

O vendedor se desculpou e puxou outro galo: Preto, de crista amarela, olhos cinzas e tênis da Nike.
- Esse aqui é o Fernando.
Não falha nunca.

O fazendeiro volta com o galo e repete a história: solta o bicho no galinheiro, e o galo sai alucinado:
come a primeira galinha de pé, pega a segunda e traça, na terceira ele faz o 69 e quando estava bombeando a quarta, cai morto no meio do galinheiro.

O fazendeiro, emputecido, volta na loja e diz:
- Escuta aqui, ô filho da mãe aquele galo broxa caiu morto.

É melhor você me vender um galo decente ou vou tocar fogo nesta merda.

Então o vendedor puxa um galo desnutrido, sem crista nem penas,com olheiras, corcunda, com tênis Bamba de lona e uma camisa azul claro que dizia 'Orgulho de ser Mineiro ' e diz ao fazendeiro:
- Olha, é só o que me resta.
O nome dele é Gaudêncio e chegou por engano num carregamento que veio de Minas.

O fazendeiro, puto da vida, leva o galo pensando: 'O que vou fazer com este galo mineiro , todo franzino?

Chegando na fazenda, solta o Gaudêncio no galinheiro:
O galo tira a camisa e sai enlouquecido traçando as 180 galinhas de uma vez só....
Da uma respirada...... e traça as 180 galinhas de novo...sai correndo e pega o pastor alemão.....

Aí o fazendeiro pega ele, dá dois sopapos e para acalmá-lo, acaba trancando-o na gaiola.
- Caramba, que fenômeno!

As galinhas ficaram doidonas!
No dia seguinte solta o bicho de novo: o galo sai faturando tudo que vê: o cachorro, o porco e duas vacas..

O fazendeiro corre, pega ele pelo pescoço, dá uma chacoalhada para acalmá-lo e joga ele na gaiola de novo.....
No terceiro dia, o fazendeiro encontra a gaiola toda arrebentada, as galinhas com as xanas para cima, o porco com o rabo pro sol, bodes passando Hipoglós na b unda, uma capivara mancando, um pônei sentado no gelo....

Até que, de repente, distância, vê o Gaudêncio caído no chão e os urubus voando em círculos sobre o pobre galo...

- Nããããooo ...O Gaudêncio morreeeuuu ....o meu Gaaauuudêêênnnciiiooo! O melhor galo do mundo!

No meio do lamento e da choradeira, cuidadosamente o Gaudêncio abre um olho, olha para o fazendeiro, pisca e diz:
- SILÊNCIO, Ô FIO DUMA ÉGUA! AQUELAS CRIÔLAS TÃO QUASE DESCENDO AQUI!