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segunda-feira, 15 de junho de 2009

PIADA: Mineiro na pescaria

Os dois mineiros se encontram no ponto de ônibus em Cocalinho para uma pescaria.

- Então cumpade, tá animado? pergunta o primeiro.

- Eu tô, home!

- Ô cumpade, pro mode quê tá levano esses dois embornal?

- É que tô levano uma pingazinha, cumpade.

- Pinga, cumpade? Nóis num tinha acertado que num ia bebê mais?!

- Cumpade, é que pode aparece uma cobra e pica a gente. Aí nóis desinfeta com a pinga e toma uns gole que é pra mode num sinti a dô.

- É... e na outra sacola, o que qui tá levano?

- É a cobra, cumpade. Pode num tê lá...

Enviada por: Tio Teco, GYN

PIADA: Diproma

O velho fazendeiro do interior de Minas está em sua sala, proseando com um amigo, quando um menino passa correndo por ali.

Ele chama:

- Diproma, vai falar para sua avó trazer um cafèzinho aqui pra visita!

E o amigo estranha:

- Mas que nome engraçado tem esse menino!! É seu parente?

- É meu neto! Eu chamo ele assim porque mandei a minha filha estudar em Belzone e ela voltou com ele!

Enviada por: Tio Teco, GYN

PIADA: Trem de Mineiro

Uma mulher estava esperando o trem na estação ferroviária de Varginha, quando sentiu uma vontade de ir urgentemente ao banheiro. Foi....

Quando voltou, o trem já tinha partido. Ela começou a chorar.

Nesse momento, chegou um mineiro, compadeceu-se dela e perguntou:

- Purcaus diquê qui a sinhora tá chorano?

- É que eu fui urinar e o trem partiu....

- Uai, dona! Por caus dissu num precisa chorá não...tenho certeza bissoluta qui a sinhora já nasceu com esse trem partido....

Enviado por: Tio Teco, GYN

quinta-feira, 28 de maio de 2009

PIADA: Degustação de vinho em Minas

- Hummm...

- Hummm...

- Eca!!!

- Eca?! Quem falou Eca?
- Fui eu, sô! O senhor num acha que esse vinho tá com um gostim estranho?
- Que é isso?! Ele lembra frutas secas adamascadas, com leve toque de trufas brancas, revelando um retrogosto persistente, mas sutil, que enevoa as papilas de lembranças tropicais atávicas...
- Putaquepariu sô! E o senhor cheirou isso tudo aí no copo?!
- Claro! Sou um enólogo laureado. E o senhor?
- Cebesta, eu não! Sou isso não senhor!! Mas que isso aqui tá me cheirando iguarzinho à minha egüinha Gertrudes depois da chuva, lá isso tá!
- Ai, que heresia! Valei-me São Mouton Rothschild!
- O senhor me desculpe, mas eu vi o senhor sacudindo o copo e enfiando o narigão lá dentro. O senhor tá gripado, é?
- Não, meu amigo, são técnicas internacionais de degustação entende? Caso queira, posso ser seu mestre na arte enológica. O senhor aprenderá como segurar a garrafa, sacar a rolha, escolher a taça, deitar o vinho e, então...
- E intão moiá o biscoito, né? Tô fora, seu frutinha adamascada!
- O querido não entendeu. O que eu quero é introduzi-lo no...
- Mais num vai introduzi mais é nunca! Desafasta, coisa ruim!
- Calma! O senhor precisa conhecer nosso grupo de degustação. Hoje, por exemplo, vamos apreciar uns franceses jovens...
- Hã-hã... Eu sabia que tinha francês nessa história lazarenta...
- O senhor poderia começar com um Beaujolais!
- Num beijo lê, nem beijo lá! Eu sô é home, safardana!
- Então, que tal um mais encorpado?
- Óia lá, ocê tá brincano com fogo...
- Ou, então, um suave fresco!
- Seu moço, tome tento, que a minha mão já tá coçando de vontade de meter um tapa na sua cara desavergonhada!
- Já sei: iniciemos com um brut, curto e duro. O senhor vai gostar!
- Num vô não, fio de um cão! Mas num vô, memo! Num é questão de tamanho e firmeza, não, seu fióte de brabuleta. Meu negócio é outro, qui inté rima com brabuleta...
- Então, vejamos, que tal um aveludado e escorregadio?
- E que tal a mão no pédovido, hein, seu fióte de Belzebu?
- Pra que esse nervosismo todo? Já sei, o senhor prefere um duro e macio, acertei?
- Eu é qui vô acertá um tapão nas suas venta, cão sarnento! Engulidô de rôia!
- Mole e redondo, com bouquet forte?
- Agora, ocê pulô o corguim! E é um... e é dois.. e é treis! Num corre, não, fiodaputa! Vorta aqui que eu te arrebento!...

Luiz Fernando Veríssimo

Enviado por: Tio Teco, GYN

domingo, 1 de março de 2009

PIADA: CUMPADE E A CUMADE

O cumpade que tava de olho gordo na cumade.

Cuma nunca dava jeito, ele deu o jeitin dele.

Inventô de aparecê numa hora que o cumpade num tava em casa.

E ficou lá, a tarde inteira, naquela farta de assunto, sem querê falá no mutivo da visita.

E a cumade, só fingino de boba.

De repente, o cumpade falô num rompante só:

_ E aí cumade, nóis trepa ou nóis toma um cafezin?

E a cumade, songa monga que só ela respondeu:

_ Cê credita que num tem pó?