O caipira chega na cidade louco pra encontrar a zona boêmia. Vai pensando a quem poderia pedir este tipo de informação sem causar um escândalo. De noite, rua vazia... ninguém para perguntar. Nisso encontra com um padre e pergunta:
- Bença, padre! Onde é que fica a igreja?
- Fica a duas quadras daqui, meu filho.
- Nossa, padre! Pertinho da zona!
- Não, meu filho! A zona fica ali do outro lado...
segunda-feira, 30 de junho de 2008
PIADA: Zona Boêmia
quarta-feira, 25 de junho de 2008
CAUSOS: As Medidas Perdidas
Zequinha Faria estava pra lá dos 70 anos e tinha a vista cansada. Não acertava com os óculos comprados sem receita médica. Era famoso pela humildade e pela desordem que imperava em sua sapataria, a mais antiga e tradicional de Tabuí.
Mesmo desorganizado, os fregueses não o abandonavam devido aos preços camaradas que ele cobrava pelos seus serviços. Geralmente seus calçados eram feitos sob encomenda e sob medida.
Um dia chegou à sapataria o senhor Tonico Teixeira, lá das bandas da fazenda Toatoa. Tonico Teixeira, também pra lá dos 70, era homem sério, de semblante rude e voz arrogante. Cumprimenta o velho Zeca, pergunta pela noiva e pela data de casamento.
- Compade Tonico, a data do casamento só depende do meu irmão, o Padre Faria, que a quarqué hora entra de férias lá em Bambuí. Aproveitano sua pergunta, inté vô te convidá pra ocê ajudá a me amarrá!
- Uai, compade Zeca, é todo meu prazê! Inté vai interá treis veis que ti apadrinho, ne memo? Antão, compade Zeca, vamo aproveitá e tirá a midida dos meus pé pra ancê fazê uma butina bem bunita pro dia do seu casório!
Tonico Teixeira tinha os pés curtos e esparramados, formando um semi-círculo. Zequinha Faria pegou caneta, papel e fita métrica. Media os pés do seu compade e cautelosamente anotava as medidas, coisa que outros sapateiros da cidade não se aventuravam a fazer. Eram sabedores de que não encontrariam formas adequadas para aqueles sofridos pés.
- Quando é que fica pronto, compade Zeca?
- Daqui uns 15 dias tão prontos compade Tonico!
Passados os 15 dias, tá lá o velho Tonico na porta da sapataria.
- Pronto, compade?
- Não!
- Pra mode quê?
- Perdi as mididas.
- Antão nóis tira outra, cumpade Zeca!
Tiraram outras medidas e marcaram o dia da entrega. Novamente o desorganizado sapateiro perdeu o papelinho onde anotara tudo. Começou a pensar nos coices, na arrogância e no falatório do compade.
Fazer o quê? Numa breve reflexão, lembrou-se de São Judas Tadeu, o santo das causas impossíveis. A solução veio na hora. Pegou um prato esmaltado, um pedaço de vaqueta, afiou a faca, colocou dois óculos no seu rosto magricelo, olhou pra frente, olhou pros lados e falou:
- Seja o que Deus quisé!
Meteu a faca na vaqueta, cortou-a na forma do prato, solou os cortes, colou os saltos e pronto. Estavam prontas as benditas botinas. Parecia um rodeiro. No dia marcado chega o velho fazendeiro.
- Tão pronta as butina, cumpadre?
- Sim!
- Antão dexa eu isprementá, pra vê si é preciso de currigi!
O carrancudo fazendeiro enfiou os pés nas botinas, deu uma volta, repetiu o desfile, parou, olhou admirado pra elas, levantou os olhos em direção ao compade Zeca e admoestou:
- Cumpade Zeca, sê organizado! Num perca essa midida! Ancê tem mãos de fada pra tirá uma midida!
O velho sapateiro, com voz pausada e tímida, respondeu:
- Num tem perigo, compade Tonico ! Enquanto existir prato esmartado pra vendê, num vai fartá midida pros seus pés!
fonte: Eurico de Andrade
http://tabui.blogspot.com/
http://contosdetabui.blig.ig.com.br/
segunda-feira, 23 de junho de 2008
Moda de Viola Caipira
Oia só!!! Encontrei um parceiro bão de viola e vô pô proceis mais uma moda boa di scutá.
Eh, só farta a pinga e uma carni assada.
quinta-feira, 19 de junho de 2008
O Mineiro e o Italiano
Mineiro sempre gosta de uma boa prosa, uma cachacinha e uma moda de viola no pé do ouvido.
A prosa nois já vem prosiann todos estis dia, agora ôceis iscuta um poco de moda de viola.
Encontrei essa bela interpretação do grupo Conversa Ribeira (Andrea dos Guimarães - voz, Daniel Muller - piano e João Paulo Amaral - viola caipira) interpreta "O Mineiro e o Italiano", moda de viola de Teddy Viera e Nelson Gomes, em apresentação realizada no teatro do Instituto Itaucultural em 01 de setembro de 2007.
terça-feira, 17 de junho de 2008
JEITIN DI MINEIRO
Fala de minerim é assim mêzz, estes são alguns mandamentos da língua portuguesa dos mineirin de Belzonte, Berlândia, Beraba, Vairginha, Guvernado Valadars, Mons Clars, Patinga, Tajubá, Tabira , Guanhães etc...
Uai é indispensável: O que significa Uai ?
Uai é uai,uai...
Usar i no lugar de e:
(Ex.:minino, ispecial, eu i ela, vistido e tioria).
Quando quiser uma confirmação, pergunte:
- émêzz?
Se quiser chamar atenção diga simplesmente:
- ói quió.
Se estiver com fome coma pão dji quejj.
Ex.: dois pão dji quejj e duas cêirvejj...
Na falta de vocabulário específico utilizar a palavra trem, que serve pra tudo, exceto como meio de transporte ferroviário, neste caso, é troço.
Onzz é o meio de transporte coletivo rodoviário.
Ex: Oi, lá vem o Onzz das seis!
Se quiser aprovar alguma coisa solte um sonoro:
- mai qui belêzz!
Prá fazer café, primeiro pergunte:
- Pópôpó?. Se acharem pouco, ou que ficou ralo, pergunte então:
- Pópô mapoquim dipó?
Se você não sabe onde está e nem para onde vai, pergunte simplesmente:
- Oncotô? Proncovô? Pronóisvai ?
Se não estiver certo de comparecer, diga simplesmente: -
Confófô eu vô!
Se o motivo da dúvida for algo que você tem que fazer, explique:
- "Vou fazer um nigucim e vorto logo".
Ao procurar alguém que concorde com você, dispare um:
- Némêzz?
Use a expressão aumentativa:
- Dimái da conta.
Ex.: - Issé bão dimái da conta!
Usar sempre duas negativas prá deixar claro que você não sabe do que está falando:
- "Num sei não".
Use sempre o diminutivo INN, tipo Piquinininn, lugarzinn, mineirinn.
Use a expressao:
- Rapáiz!! pra iniciar uma exclamaçao.
Nem sempre necessário complemento.
Ex: - Rapaaai!!!
Redá: Mesma coisa de Rastá.
Ex.: - Júda redá ess trem aqui ó.
Ao terminar uma frase, acrescente a palavra Sô.
- Bração prôcêis tudim...tá bão, sô!
segunda-feira, 16 de junho de 2008
PIADA: Cumpade murrinha!
O capiau, muito do pão-duro, recebe a visita de um amigo. Depois de muita pinga com rosca, os dois já meio altos, o amigo pergunta:
- Ô cumpadre, se ocê tivesse seis fazendas, ocê me dava uma?
- Claro, uai! respondeu o mineiro.
- E se ocê tivesse seis automóveis, ocê me dava um, cumpadre?
- Claro que sim!
- E se ocê tivesse seis camisas, cumpadre, ocê dava uma pra mim?
- Dava não, cumpadre!
- Uai, cumpadre, e causde que se num me dava?!
- Causde que seis camisas eu tenho, cumpadre!
sexta-feira, 13 de junho de 2008
Vocabulario de Mineiro III
Ai vai mais algumas palavra para vc ir decifrando.
VARGE - Aquele legume verde rico em fibras.
LIDILEITE - litro de leite
MASTUMATE - massa de tomate
DENDAPIA - dentro da pia
KIDICARNE - kilo de carne
TRADAPORTA - atrás da porta
BADACAMA - embaixo da camA
PINCUMEL - pinga com mel
ISCODIDENTE - escova de dente
PONDIÕINS - ponto de ônibus
DENDUFORNO - dentro do forno
SECOPASSADO - século passado
DOIDIMAIS - doido demais
TIDIGUERRA - tiro de guerra
DENTIFRISSO – dentifrício (pasta de dente)
ANSDIONTI - antes de ontem
SESSETEMBRO - sete de setembro
SAPASSADO - sábado passado
ÓIUCHÊRO - olha o cheiro
PRADALIBERDADE - praça da liberdade
VIDPERFUME - vidro de perfume
ÓIPCEVÊ - olha para voce ver
TISSDAÍ - tira isso daí
RUGOIÁIS - rua goiás
ONQUIÉ - onde é que é
ONCOTÔ - onde é que eu estou
CASOPÔ - CAIXA DE ISOPOR
QUAINAHORA - QUASE NA HORA
ISTRUDIA - OUTRO DIA
E a melhor de todas:
PRÕNÓSTÃMUÍNU - PARA ONDE NÓS ESTAMOS INDO
Depois desta aula veja se você consegue entender a “istorimineira”:
Sapassado, era séssetembro, taveu na cuzinha tomano uma pincumel e cuzinhano um kidicarne com mastumate pra fazê uma macarronada com galinhassada.
Quascaí disus, quando uvi um barui vino di denduforno, pareceno um tidiguerra.
A receita mandopô midipipoca denda galinha prassá. O forno isquentô, o míi istorô e a galinha ispludiu!
Fiquei branco quineim um lidileite.
Foi um trem doidim, uai! Quascaí dendapia!
Fiquei sensabê doncovim, proncovô, oncotô.
Tradução:
Sábado passado, era sete de setembro, estava eu na cozinha tomando uma pinga com mel e cozinhando um quilo de carne com massa de tomate para fazer uma macarronada com galinha assada.
Quase caí de susto, quando ouvi um barulho vindo de dentro do forno, parecendo, um tiro de guerra.
A receita mandou colocar milho de pipoca dentro da galinha para assar. O forno esquentou, o milho estourou e a galinha explodiu!
Fiquei branco igual a um litro de leite.
Foi uma coisa de doido, “uai” (sem tradução)! Quase caí dentro da pia!
Fiquei sem saber de onde que eu vim, pra onde que eu vou e onde que eu estou.
Não esqueça, deixe seu comentário.
Abraços.
segunda-feira, 9 de junho de 2008
PIADA: Mineiro esperto aceita aposta.
O caipira pega um ônibus na capital pra ir para São Paulo. Senta-se ao seu lado um senhor que logo se apresenta e começa a conversar. O caipira é homem de poucas palavras, mas não consegue se desvencilhar de seu vizinho de viagem. Depois de meia hora e muito caso contado, o homem propõe:
- A viagem vai ser longa, o senhor por acaso não que passar o tempo com um joguinho bem simples?
- Pode ser, respondeu o caipira.
- Façamos assim: Você me faz uma pergunta e se eu não souber responder, dou-lhe R$ 10,00. A seguir eu te faço uma. Se você não souber a resposta, você me paga R$ 10,00. Concorda?
- Nem!!!, respondeu o mineiro. O sinhô é mais letrado qui eu. Eu num quero fazê esse jogo não sinhô.
- Então vamos fazer o seguinte. Eu pago R$ 50,00 cada pergunta que eu errar, e você paga R$ 5,00 cada uma que você errar.
- Intão tá bom, respondeu já mais animado o caipira.
- Eu começo, disse o senhor culto.
- Diga-me o nome do escritor Brasileiro que escreveu Casmurro?
- Sei não, doutô.
- Me dê R$ 5,00. A resposta é Machado de Assis. Agora me faça uma pergunta.
- Qual é o animal que sobe escada, sabe nadar, sobe em árvores e anda de cabeça para baixo?
O homem pensou, pensou, e por fim reconheceu:
- Essa eu não sei... respondeu, passando a nota de R$ 50,00 para o caipira, super curioso para saber a resposta. O caipira recebe o dinheiro, guarda na carteira, e continua calado.
- Mas me diga, que animal é esse?
- Também num sei não, moço. Tome aqui seus outros R$ 5,00.
Eh, mineirada!!!!!!!
PIADA: Mineiro dando notícia ruim.
Madrugada o telefone toca:
- Alô, Sô Carlos? Aqui é o Uóshiton, casêro do seu sítio...
- Pois não, Seu Washington. Que posso fazer pelo Sr.? Houve algum problema?
- Ah, eu só tô ligann pra avisá pro sinhô qui o seu papagaio morreu.
- Meu papagaio? Morreu? Aquele que ganhou o concurso?
- É! ele mêss.
- Puxa!!! Que desgraça!!! Gastei uma pequena fortuna com aquele bicho!!!
- Mas... e ele morreu de que?
- Di cumê carni stragada.
- Carne estragada?? Quem fez essa maldade?? Quem deu carne para ele??
- Ninguém. Ele cumeu a dum dos cavalo morto.
- Cavalo morto!!!? Que cavalo morto, seu Washington?
- Aqueles puro-sangue que o sinhô tinha! Eles morreram de tanto puxá carroça d'água!
- Tá louco? Que carroça d'água?
- Pra apagá o incêndio.
- MAS QUE INCÊNDIO? MEU DEUS!!!
- Na sua casa... uma vela caiu, aí pegô fogo nas curtina!
- Caramba, mas aí tem luz elétrica!!! Que vela era essa??
- Do velório.
- DE QUEM??
- Da sua mãe! Ela apareceu aqui sem avisá e eu dei um tiro nela pensando que fosse ladrão!
sábado, 7 de junho de 2008
Vocabulário de Mineiro II
Espero que estejam divertindo e aprendendo um pouco com o vocabulario de Mineiro. A cada dia uma experiência ou uma informação a mais.
Hj vou colocar mais algumas palavras que só nós sabemos o verdadeiro significado. Mas agora vc já pode ficar por dentro.
DOCÊ = minerim falann "de você"
KÉDI? = o mesmo qui "cadê" (tem até sáiti na net)
PRÉSTENÇÃO = é quano o minerim tá falano e ocê num tá ouvinn.
DEU = o mêz qui "de mim" .... ex : larga deu, sô!!
SÔ = ponto finar de quarqué frase .... qué exempro???? Ex: óia o
"deu", sô!
DÓ = o mêz qui "pena", "compaixão" , qui dó, gentch!!!
DI VERA???? = ..... o mêz qui "de verdade"
GARRÁDU = o mêz qui "junto"....
NIMIM = o mêz qui "em mim" ....nóóo, ocê vivi garradu nimim,
trem!!!....larga deu, sô!!
NÓOO = num tem nada a ver cum laço apertado não, é o mêz qui "nossa"
...vem di Nossa Sinhora!
PELEJÃNU = o mêz qui tentãnu ... ó ieu tô qui tô pelejann cum esse
trem, né di hoje ...qui nó cego (agora e nó mêzz!)
NÉ??? = né é : num é, uai!!!!
PINGA = o mêz qui cachaça ... é danadibão com o tutu e uns torresmim,
bão tamém cum franguim cum quiabo.
TACÁ = o mêz qui "jogar" ... taquei tudo fora!!! vô tacá quejim na ambrusia.
I = E (Ex: minino, ispecial, eu i ela, vistido,isquisitu.)
UAI = O correspondente ao "UÉ" dos paulista. Ex: Uai é uai, uai!
ÓIQUI = Minerin tentann chamar a atenção prá alguma coisa.
TXII = O irmão do pai ou da mãe (a muié do txii é a txxiiiiaa).
INTORNÁ = Quando num cabe na vazia.
PÃO DE QUÊJO =Alimento fundamental na mesa minêra
TUTU = a preferência dos minerin.
TUTU = Mistura de farinha de mandioca cum feijão triturado e uns
temperim lá da horta.
TREM = Palavra que num tem nada a ver cum transporte,e que quer dizer
qualquer coisa que o minerin quisé. Ex: Já lavô us
trem? Eu comi uns trem lá na roça. Vamo lá tomar uns trem? Qui trem qui
é aquilo na oreia da muié sô?
BERZONTI = Capitár di Minas Gerais.
BERABA e BERLÂNDIA = Cidades famosas do Triângo Minêro.
GIZDIFORA = Cidade mineira próxima ao Estado do Rio de Janeiro, o que
confunde a cabeça do minerin, que não sabe se é minerin ou carioca.
ESTAÇÃO = Onde desembarca os minerin cum as mala cheia de quêjo.
CONFÓFÔ EU VÔ = Conforme for, eu vou.
OIÓ, TÓ = Óia aí, ó, toma...
VARGE = Aquele legume verde rico em fibras.
NÉMERMO? = minerim procurando concordância cum suas idéia.
ESPIA = nome da popular revista VEJA. (tem uns disgarradu qui fala
"ispia" uai!)
KINÉM = advérbio de comparação, iguar - Ex: Ela saiu bunita kiném a
mãe.
ARREDA = verbo na forma imperativa, semeiante a sair, deslocar-se,
mover-se. Ex: Arreda prá lá, sô!
ARÔ = quiném "alô"
BÊJO = quando as bôca si incontra ,di prefereça de homi com muié.
BÊJIM" = é bêjo miudim.
CÁUZU = quando os minerin, prá se diverti, conta história
MODIDIZÊ = quando o minerin tenta isplicá, o mêzz qui "modo de dizer"
ISTEITIS = é prá onde os minerim tão inu, de mala e cuia...
Estou fazendo uma pequena gramática de mineiro, explicando algumas regras para entender o mineiro.
Aguarde.
Abraços
sexta-feira, 6 de junho de 2008
Ser mineiro...
“Ser mineiro é não dizer o que faz, nem o que vai fazer;
é fingir que não sabe aquilo que sabe;
é falar pouco e escutar muito;
é passar por bobo e ser inteligente;
é vender queijos e possuir bancos...
Um bom mineiro não laça boi com embira, não dá rasteira no vento, não pisa no escuro, não anda no molhado e não conversa com estranho. Só acredita na fumaça quando vê o fogo, só arrisca quando tem certeza. Não troca pássaro na mão por dois voando...
Ser mineiro é dizer “uai...”. É ser diferente... É ter marca registrada... É ter história...
Ser mineiro é ter simplicidade e pureza, humildade e modéstia, coragem e bravura, fidalguia e elegância...
Ser mineiro é ver o nascer do sol e o brilhar da lua, é ouvir o cantar dos pássaros e o mugir do gado... É sentir o despertar do tempo e amanhecer da vida; enfim, é ser gente!”
quarta-feira, 4 de junho de 2008
Geraldinho - Causo da Bicicleta
Dizem por ai que Goiano é Mineiro corrido e vice-versa.
Geraldinho foi um dos grande divulgador do jeito roceiro de falar. Pena que logo depois que ficou famoso nosso artista nos deixou.
Um dos clássicos que nos contou foi o "Causo da Bicicleta". Vale a pena assistir.
Dica: Para que assista por completo, aperte "play" e logo em seguida "pause" para baixar todo o video. Após baixado assista. Não esqueça de aumentar o som, a gravação está um pouco baixa.
Deixe seu comentário.
Abraço.
Conversa de dois mineiros
Como já havia dito, mineiro é um "homi" muito evoluído. Desde os primordios já está a frente do tempo.
O primeiro compactador de arquivos foi descoberto ao ver dois mineiros conversando.
Oia só:
Cê ké kafé?
_ Ké.
_ Pó pô pó?
_ Pó Pô!
_ Pó pô pão?
_ Pó pô pokin só.
_ Kfom kotô.
_ Opcv!
_ Nó!
_ Pdi pa pô um pokim só trem!!
Confira o arquivo descompactado:
_ Você quer café?
_ Quero.
_ Pode por pó?
_ Pode por.
_ Pode por pão?
_ Pode por um pouquinho só.
_ Que fome que eu estou!
_ Olha para você ver!
_ Nossa Senhora Aparecida do Perpétuo Socorro.
_ Pedi para por um pouquinho só mulher!!
Eh, minerada!!!
terça-feira, 3 de junho de 2008
Vocabulário de Mineiro
Na primeira postagem vou tentar passar um pouco do vocabulário do Mineiro.
Dizem que o mineiro inventou o compactador de arquivos, reduzindo as palavras para diminuir a frase.
Ispia só, ou melhor, olha só. Em Minas Gerais a revista veja teve que mudar seu nome para que fosse comercializada no estado. De "VEJA" passou a se chamar "OIA".
Minerim: Quem mora em minas gerais;
ÉMEZZZ?: É mesmo?
ÓIQUI: Olha eu aqui!
TREM: Palavra que nada tem a ver com transporte, e que quer dizer qualquer coisa que o mineiro quiser. Ex: Já lavô us trem? Eu comi uns trem. Vamo lá tomar uns trem?
MA QUI BELEEEZZZ: Mas que beleza (bom)!
TRIANGO MINER-RO: Triângulo mineiro
PÓPÔPÓ?: Pode por o pó. (ao fazer café).
PÓPÔPOQUIN: Ponha pouquinho. (pó) Respondendo à pergunta acima
MAGRILIM: Pessoa muito magra
DEUSDE: Desde
NIGUCIM: Qualquer coisa pequena
NUÉMEZZZ?: Não é mesmo?
UAI: É o mesmo que o ué falado em São Paulo. E como um mineiro diria: uai é uai, uai!
Abrás pro ceis....